La Famigllia
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By Descamisado
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Eu conheço-me. Sei que me pelo todo por uma boa troca de argumentos, que nunca fujo da luta quando esgrimo convicções. Especialmente quando discuto comigo mesmo! Neste inicio de ano, depois de ter decidido voltar a sair de Portugal por mais 8 meses ( até ver ) fui apanhado por esta melancolia de ter demasiado tempo para pensar - porque è inverno, porque massajar pessoas 8 horas diárias faz a mente vaguear a partir dos primeiros 15 minutos, estudar nao apetece depois de 15 dias a enfardar comida e emoções, porque os dias são mais pequenos e as noites imensas e porque estou longe de todas as pessoas que amo, e porque se me acabou o vinho do Porto, que esta cambada aqui parecem esponjas pelo nosso nectar. Porque è inicio de ano as pessoas andam mais devagar em todas as direcções, portanto, mentalmente tambem temos mais tempo para desenvolver raciocinios. Engano. O que fazemos è insistir em recalcar os nosso traumas. Tomemos por exemplo essa santificada instituição que apelidamos de familia. Aquela que temos, herdada e aquelas que criamos onde quer que estejamos. Desculpem a minha imodéstia mas para esse peditório já dei. As tenues relações familiares que transportamos connosco são uma carga que pesa sempre, mesmo quando nao estamos para ai virados e apenas queremos aventurizar o nosso tempo, nao perder um segundo a bem da teoria das relações e das dores da aprendizagem per si. Será possivel? Acho que sim, de outro modo, como explicar a avassaladora hecatombe de pensamentos familiares que nos impedem de dormir sossegados ou de dar uma valente porque uma sirene mental insiste em nos avacalhar o esquema, com estes dejà vu de situções emocionais onde nao queremos voltar a estar. Trauma, claro. Mas será que nem no cima da montanha me deixam descansado? Oito graus under zero, neve excelente, sol esplenderoso, boa companhia e um bom vinho, que mais posso desejar? Que o tempo nao passe? Já sei, que sou um felizardo, que falo de barriga cheia, que assim, que assado, frito e cozido - marchava que nem gijas, olaré - mas no fim a questão è que sentimos sempre mais saudades daquilo que não temos. O Homem nao foi feito para ser completo, nesta vida. Mas aos poucos tudo tende a voltar ao seu lugar original. E nos estamos condenados a ser felizes, mesmo que por segundos, apenas. O Tempo è relativo e nós fazemos dele o que quisermos, quando quisermos e onde quisermos. Por isso nao vou desperdiçar mais tempo.
Vou esquiar e o resto que tem que esperar melhores tempos porque no fim o tempo nao perdoa que o desperdicemos.
PS.: Editado para aligeirar o tom da raiva latente ;)
Até já, que eu volto...
4 comment(s):
Sabes, tu não devias dizer asneiras. ai. ai.
A questão é que sentimos sempre mais saudades daquilo que não temos. O Homem nao foi feito para ser completo, nesta vida.
Voici là une citation parfaite! :)
Queres que te envie uma garrafinha de Porto, então? Ou quiça Moscatel...
:o)
O teu umbigo está diferente! Mais bonito, vestido de Inverno. Até já, amigo Sossap! *
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